SELO 7S – OS VINHOS ROSÉS E SUAS HARMONIZAÇÕES POSSÍVEIS

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Os vinhos rosés tem uma amplitude muito grande de possibilidades gastronômicas, justamente porque não são “difíceis” e suas principais características de tipicidade como o frutado e frescor, são elementos que constituem o principal pilar de todas as harmonizações de vinho e comida.

Pensem em alimentos que não passam necessariamente por longos cozimentos ou que não são acompanhados de molhos densos.

Pensem em frutos e legumes frescos (tartar de tomate), levemente cozidos, assados ou grelhados (pimentões, abobrinhas), em condimentos levemente picantes, algumas carnes, frios e embutidos, ingredientes mediterrâneos clássicos como figos, olivas, ervas aromáticas.

Experimentem com a culinária espanhola tradicional, mesclando elementos de mar e montanha (paellas valencianas), sopas frias (gaspacho e outras preparações com legumes ou frutos da horta), tapas e o clássico “pan y tomate” com presunto cru.

Não se esqueçam de pratos da culinária brasileira como moquecas e caldeiradas, patinhas de caranguejo, casquinhas de siri, camarão na moranga e outras preparações como costelas de porco com molhos agridoces.

CULINÁRIA PROVENÇAL

Os rosés são escolhas óbvias e deliciosas para pratos com peixes, frutos do mar, sopas de peixe, caldos típicos com o a “Bouillabaisse”, de preferência sempre temperados com “aïoli”, a maionese provençal à base de gema de ovos, limão, sal, pimenta e “puxado” no alho!

OUTRAS OPÇÕES

Sem dúvidas que as saladas não só se casam bem, como a presença do rosé pede que haja um incremento de sabores adicionais, fomentando a criatividade, como por exemplo ao somarmos pedaços de carnes como vitela ou fígado de pato (uma receita especialíssima que provei num bistrot em São Paulo)!

E por falar em São Paulo, as pizzas são muito bem escoltadas por rosés, em particular de sabores como “presunto cru” e “abobrinha”.

 

 

Não se pode descartá-los também na presença de cozinha mexicana, sendo muito agradável com camarões, abacate, pratos de picância moderada.

Caso particularmente atraente é o da cozinha asiática: seja ela thai, japonesa, chinesa ou vietnamita! Dos peixes crus ou cozidos, temakis, sushis e sashimis, tartares de atum ou outros peixes gordos até os pratos á base de carnes de frango ou porco, ricamente condimentados, permitem a escolha de um bom rosé.

Finalmente a culinária sul-americana do Pacífico, como Chile e Peru, serão muito bem acompanhadas de um rosé: côngrios, machas, camarões, lagostas, ceviches e choros (mexilhões)!

 

Rosés talvez não sejam “grandes” vinhos, mas são grandes companheiros da boa mesa!

Saúde!

Por André Logaldi

 Eu sou 1 dos Sete.

3 comentários Adicione o seu

  1. Olá André, eu particularmente aprecio os rosés, mas com frutos do mar (de água salgada, só pra enfatizar), não tenho muito sucesso, (o mesmo que ocorre com vinhos tintos e f.m.), fica gosto metálico na boca. Para disfarçar ou não ter esse problema com uma refeição de frutos do mar, utilizo sempre uma geleia (deixar o prato agridoce)… Não sei se ocorre com mais pessoas, mas em casa sou a única que sente o metálico com vinhos rosés e tintos + pratos de frutos do mar. Será que não estou sozinha?
    Agora pizzas, legumes, sopas, carnes leves, risotos, oriental, vegetariana, huuuuummmmmm delicia!

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    1. André Logaldi disse:

      Oi Vânia!! Tem uns poucos aspectos que eu acho fundamentais no sucesso ou fracasso da harmonização: primeiro a técnica, acho que os rosés de sangria são os menos aptos a combinar com “o mar” por terem tempo de maceração mais longo e frequentemente ou não raramente serem feitos à partir de castas que considero pouco adequadas, como a Cabernet Sauvignon e/ou equivalentes em peso e presença tânica. Também não gosto de álcool elevado nesse caso, com a única exceção de rosès feitos com Grenache. Para finalizar, como o próprio nome implica, “frutos do mar” possuem em sua carne uma certa doçura, portanto polvos, camarões e lagostas tendem a ser muito melhores do que os peixes, na harmonização com rosés! Beijo, obrigado pelo comentário!!

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      1. Oi André. De fato os ‘provenientes’ de CS e Merlot são mais complicados. Bebi/emos um de Grenache (que era um espumante e não vinho tranquilo), que ficou muito simpático com camarões. Só para salientar o mesmo prato ‘nunca foi tão bom’ com vinhos rosés derivados de CS e merlot. Agora um comentário mais polêmico vinhos de sangria não soam como coisa de ‘pão-duro’ do tipo ah não sei o que fazer com esse mosto que está sobrando, vamos fazer um rosé… Triste encarar esse pensamento obscuro num vinho não é? Mas tem! Obrigada pela resposta! Beijos…

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