AVALIAÇÃO DA FRANÇA – VINHOS DEGUSTADOS

SELO 7 SOMMELIERS – VINHOS FRANCESES NO LE VIN ITAIM

Reunimo-nos no último 08 de agosto para uma rodada de análise de vinhos franceses, das regiões de Bordeaux e do Vale do Rhône, precisamente. Como de costume, buscamos vinhos abordáveis em situações bem menos formais do que podem prometer os grandes nomes destas regiões mas que de forma consistente pudessem apresentar a tipicidade tão desejada de cada um.

Com enorme satisfação, o local escolhido foi o “Le Vin Bistrô”, em sua unidade do Itaim Bibi, muito aconchegante e com serviço e cozinha típicos da rede, corretíssimos.

Nosso convidado,  o Aldo Assada, que ganhou como o melhor sommelier do Brasil em 2012 veio dividir a mesa conosco.

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E também esteve entre nós, o Mateus Valduga,  sommelier,  e enólogo da Vinícola Villagio Grando, em SC, foi responsável das microvinificações do Château Margaux, Bordeaux-França, e foi sócio fundador da Vinícola Vallontano  em Bento Gonçalves.

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Assim, partimos com expectativas de cortes bordaleses com boa presença, equilibrando doses de fruta, madeira e carga tânica, dominados pela utilização das castas clássicas, Cabernet Sauvignon e Merlot mais as possíveis adjuvantes (Cabernet Franc, Malbec, Petit Verdot ou mesmo Carmenère).

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E enfim, os cortes rodanienses (ou rodanianos, do Vale do Rio Ródano/Rhône) que via de regra embora mais simples em sua maioria, são gastronômicos, vivos, frutados e aromáticos, à base das cepas Syrah, Grenache e Mourvèdre (ou somente Syrah no caso do Crozes-Hermitage, uma denominação de vinhos bastante interessantes, frutados e ricos em notas de especiarias picantes).

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Como surpresa (para quase todos), alguns “intrusos” (brasileiros) foram acrescentados, elaborados com a presença de alguma das principais uvas do corte bordalês, ou seja, Cabernet Sauvignon, Merlot ou ambas.  Os vinhos brasileiros forma também enviados para fora do Brasil como vinho oculto, para profissionais e formadores de opinião.

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Como havia uma boa variedade de procedências ou denominações dos vinhos (com base em igualmente sortidas sub-regiões), notamos também diversos níveis de complexidade, porém em grande parte dos casos oferecendo uma paleta aromática calcada em notas frutadas, florais e condimentadas. Vinhos do Rhône, também respeitando suas origens, mostravam aromas vegetais tais como ervas, ora frescas ou secas.

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Os vinhos de Bordeaux ofereciam mais corpo e também maior percepção de elementos relacionados ao envelhecimento em barricas de carvalho. Os brasileiros (dois gaúchos e um catarinense), na minha opinião, foram mais heterogêneos, não obstante corretos, salvo uma amostra na qual a madeira se sobressaiu de maneira marcante no conjunto. Havia alguns vinhos de cultura biodinâmica, nos quais em apenas um eu fui capaz de identificar o que mais me chama a atenção neles: a textura que mostram na boca! Boa para uns, nem tanto para outros, mas sempre aptos a nos fazer pensar!

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Mais um grande encontro, degustando vinhos que possamos compartilhar com o maior número de pessoas possível. Um abraço especial ao Francisco Barroso por sua dedicação e atenção aos detalhes, “cartão de visitas” de seus restaurantes!

Santé!

Por André Logaldi

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