O VINHO E O TEMPO

Já se vão muitos anos de encontros que, inicialmente  eram quinzenais e atualmente se tornaram mensais (por questões práticas), onde estamos sempre com uma taça em uma mão e uma caneta na outra, provando, avaliando, comentando e pontuando  (de 05 a 01 taça) os vinhos degustados às cegas a cada novo painel.

O Selo 7 Sommeliers começou em 2012 e nossa primeira reunião foi em volta da mesa de um restaurante francês para provarmos os vinhos Sauvignon Blanc que estavam à venda no Brasil. Um grupo animado de degustadores com uma idéia na cabeça e muitos sonhos no coração, desde o começo, o objetivo era fazer um guia que pudesse contar às pessoas todas as deliciosas sensações e descobertas sobre os rótulos que estávamos provando.

De lá para cá muita coisa aconteceu, mas o ideal do Selo 7 Sommeliers continua o mesmo e algumas coisas nos deixam sempre muito felizes, como poder contar com a colaboração de profissionais que trazem suas experiências e vivências para juntos conseguirmos fazer um guia melhor.  Nossa querida amiga, a jornalista de enogastronomia, Glaucia Balbachan, criadora do site Empratado,  chega com importante missão de colaborar com a criação do guia impresso, portanto a partir de pouco tempo você poderá escolher se quer fazer suas consultas online ou com o guia impresso.

 

“O VINHO E O TEMPO”  por Glaucia Balbachan

VIN TEMP

Para falar de vinho é necessário se desarmar, primeiro. Trata-se de um elemento quase natural que tem o tempo como aliado. É uma das bebidas mais antigas do mundo. É simples e benéfica à saúde, quando apreciada com parcimônia.

Para uns está ligado ao prazer, para outros um alimento para acompanhar refeições. O vinho é como gente, tem nome e história. E na maioria das vezes histórias de muito trabalho havendo uma fusão de paixão e paciência, por que o vinho é quase um sinônimo de tempo. Tempo para melhorar, evoluir desde o cultivo até o seu envelhecimento e comercialização. O vinho é uma bebida viva e a graça do vinho é poder ver e sentir as mudanças de seus aromas e texturas depois de aberto.

Sou jornalista de enogastronomia desde 2007. E o vinho atualmente, está presente na minha vida todos os dias seja em degustações no trabalho ou em casa.

Venho de família russa. Por tradição os destilados estão sempre presentes, um exemplo disso é a vodka e a braska – uma espécie de água ardente russa feita à base de cascas de fruta fermentada de forma caseira. Minha babushka (avó em russo) me apresentou a braska ainda pequena. Era tudo muito forte para alguém de seis anos. Ela colocava uma colher de vodka no meu chá no café da manhã, principalmente em dias frios antes da escola. Confesso que não gostava daquele chá, mas tomava mesmo assim.

Essas tradições de bebidas e comidas russas perduraram até que a minha babushka partisse. Em seguida não entraram mais bebidas em casa, talvez um espumante para celebrar o réveillon.

Não se tomava vinho em casa. Para mim era algo que se consumia em datas especiais, apenas. Mas felizmente os costumes mudaram. Na época da faculdade de jornalismo namorei um francês, que me mostrou os primeiros passos para me apaixonar pelo vinho – na ocasião comecei com um Pinot Noir da Borgonha que para mim beirava a emoção. E aos poucos a Itália, a Espanha, o Chile e a Argentina foram entrando em contato com o meu paladar.

Para uma jornalista como eu, ter a oportunidade de provar vinhos do velho e novo mundo é fascinante. Poder traduzir sabores, aromas e sensações em palavras é ainda melhor – é um desafio.

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